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Política de Segurança da Informação: por que criar uma?

Política de Segurança da Informação: por que criar uma?

Política de Segurança da Informação: por que criar uma?

A importância da Política de Segurança da Informação para as empresas

Na década de 50 o psicólogo Abraham Maslow destacou a segurança e proteção como uma das necessidades humanas. Se um estudo semelhante fosse realizado para criação de uma pirâmide de “necessidades empresariais” atualmente, certamente a Segurança da Informação ocuparia uma posição de prestígio nela.

Considerando que essa é, de fato, uma necessidade latente do ambiente de negócios, apresentamos nesse artigo um recurso conhecido como Política de Segurança da Informação, que fornece diretrizes para atender a essa demanda, oferecendo um bom nível de segurança da informação nas empresas.

Vamos entendê-las melhor:

Explicando a Segurança da Informação (SI)

Diferente da Cibersegurança, que tem como foco a proteção da informação digital que está em aplicativos, serviços, ativos de tecnologias da informação e seus componentes, a Segurança da Informação atua de forma mais macro nas diversas áreas de negócio.

Conceitualmente, a Segurança da Informação é, de acordo com a ISO 27001, uma norma de referência internacional para proteção das informações, o ato de proteger as informações da empresa (especialmente aqueles confidenciais) contra diversos tipos de ameaças e riscos — espionagens, sabotagens, incidentes com vírus ou códigos maliciosos e até acidentes, como incêndio e inundação.

A SI é alcançada através de políticas, procedimentos, diretrizes, recursos e atividades, associadas e gerenciadas coletivamente por uma organização, a fim de proteger seus ativos de informação, estando eles em ambientes físicos ou digitais.

Por que se preocupar com a segurança da informação?

Política de segurança da informação

As normas internacionais, desenvolvidas pela ISO (International Organization for Standardization), e brasileiras, elaboradas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), preconizam que garantir a segurança dos dados da empresa é também assegurar a continuidade do negócio e evitar prejuízos causados pelo vazamento de informações sensíveis.

Sendo assim, destacamos algumas vantagens da segurança da informação:

  • Garantir que os dados estejam de acordo com a CID: os pilares da segurança da informação são essenciais para o desenvolvimento de qualquer negócio que necessite de dados para funcionar, ou seja, para todos. É a CID que garante a qualidade da informação que você usa nos processos operacionais. A violação das informações da sua empresa pode ir de um “simples” vazamento de dados a um crime cibernético, a depender da importância daquele dado;
  • Prevenção de vazamento: expor informações privadas e confidenciais de pessoas físicas ou jurídicas é um problema real que deve ser enfrentado da melhor forma: com prevenção. É através da Segurança da Informação que os riscos de estar suscetível a um ataque ou vazamento são reduzidos a quase zero.
  • Proteger os dados: na sociedade da informação,“dados são o novo petróleo”, protegê-los é proteger o seu negócio. Ademais, é direito do cidadão controlar quais informações suas serão coletadas, armazenadas e divulgadas. Se você trata o dado de alguém, é preciso que saiba da importância de ativar mecanismos para protegê-lo.
  • Adequar-se às Leis: com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil, e a GDPR, na Europa, entre outras leis que regulam o tratamento de dados, a segurança da informação tornou-se item obrigatório para empresas de todos os tamanhos. Pois, além das multas que possuem impacto financeiro direto, a falta de compliance com essas legislações também pode resultar em prejuízos à imagem da empresa e outras sanções.
  • Prevenir prejuízos e ameaças: aposto que você já ouviu a expressão “melhor prevenir do que remediar”. Em um caso de vazamento de dados, o remédio tem o sabor amargo de prejuízos na confiabilidade da marca e no relacionamento com os clientes. Afinal, quem confia em uma empresa que não se preocupou nem com o próprio negócio?
  • Potencializar a competitividade no mercado: a segurança da informação está ligada à rotina do negócio e, por isso, já é considerada um diferencial competitivo para empresas. Há, por exemplo, órgãos públicos e instituições privadas que só estabelecem relações comerciais com empresas que possuam uma política de segurança clara, o que afeta diretamente o fechamento de novos negócios.
  • Garantir a continuidade do negócio: seja evitando multas que podem causar um impacto financeiro ou cuidando da imagem da empresa para o mercado, investidores, clientes ou público potencial, a SI deve fazer parte do plano de continuidade de negócios para minimizar os riscos de grandes prejuízos.
  • Estimular a inovação: a adoção de ferramentas de computação em nuvem, a implantação de estratégias de big data, até a digitalização de documentos e processos flui melhor quando nasce apoiada em uma estrutura de segurança de informação forte e robusta. Não há inovação em um ambiente inseguro.

Para acessar os benefícios apresentados acima e garantir que cada informação receba adequadas medidas de proteção, de acordo com a sua importância e criticidade para o negócio, existe a Política de Segurança da Informação.

Qual é o objetivo da Política de Segurança da Informação?

A Política de Segurança da Informação – PSI é responsável por orientar e direcionar os padrões de segurança dos dados, adequando-se aos requisitos de negócios e as leis regulamentadoras de cada país em que a empresa atua.

O seu principal objetivo é atender aos três princípios da Segurança da Informação, conhecidos como CID, sigla para:

  • Confidencialidade: responsável por garantir à organização que as informações serão acessadas somente pelas pessoas autorizadas, entendendo também quem de fato precisa do acesso. Por exemplo, as informações dos funcionários de uma empresa devem estar restritas ao departamento pessoal, não disponível para toda a organização.
  • Integridade: responsável por atestar que a informação é a mesma desde o momento que foi gerada até o seu descarte (o chamado ciclo de vida da informação), ou seja, garante que a informação seja confiável, íntegra e verdadeira, que ela não sofreu nenhum tipo de manipulação.
  • Disponibilidade: assegura que a informação estará plenamente acessível sempre que a sua utilização se julgar necessária. A questão da disponibilidade está, ainda, fortemente atrelada a outros conceitos, como a continuidade dos negócios.

Qual a importância da Política de Segurança da Informação?

Ataques à integridade dos dados e informações disponíveis nos sistemas das empresas vêm crescendo tanto em número quanto em sofisticação, vemos isso nas constantes notícias de ataques utilizando engenharia social ou até o temido Ransomware.

A criação de uma política de segurança eficaz reduz as lacunas que servem como porta de entrada para invasores e diminui os riscos de falhas internas de segurança.

Além disso, ela promove um alinhamento das normas e proibições relativas a usos de recursos e dados da empresa, otimizando os processos de negócio.

Quando implantada, a PSI traz junto com ela, de forma natural, o aumento da transparência do negócio e a elevação da eficiência organizacional.

Dicas para criar uma boa política de segurança da informação

A Política Segurança da Informação deve formalizar as ações, ferramentas e processos que serão aplicados para garantir níveis aceitáveis de segurança e disponibilidade dos dados.

Uma dica de ouro para criar uma política eficaz é envolver a alta gestão nesse processo. Inclua também colaboradores importantes de diversos setores da empresa (não apenas do setor de Tecnologia da Informação) para que eles falem sobre o seu dia a dia de trabalho. Uma política que dificulta as atividades não será seguida.

O que nos leva às próximas dicas:

  • Entenda as nuances do negócio antes de definir quais regras devem constar na sua política, ela não é uma receita de bolo e deve ser adaptada a cada empresa;
  • Estabeleça regras gerais de forma clara e objetiva, como o padrão para uso de senhas e credenciais;
  • Detalhe os procedimentos de segurança que servirão de padrão;
  • Defina as ferramentas que devem (ou não) ser utilizadas na empresa, e bloqueie as ferramentas proibidas com o apoio da TI;
  • Estabeleça as políticas de backup e de atualização de softwares;
  • Considere as legislações vigentes no seu país e a adequação a elas;
  • Crie métodos de avaliação para definir as correções necessárias, a PSI é um organismo vivo que precisa ser atualizado conforme as evoluções da tecnologia e do negócio;
  • Informe quais as ações que devem ser tomadas em caso de vazamento de dados;
  • Crie um plano de contingência e de gerenciamento de riscos.

A importância de capacitar a equipe

Não bastar criar uma boa política de segurança, é preciso também difundi-la entre os colaboradores, com total apoio da alta gestão da empresa, pois a falta desse apoio compromete o sucesso do projeto.

Concentre-se em duas ações principais:

  • Crie um termo de responsabilidade para que os colaboradores confirmem que conhecem e se comprometem a cumprir as regras da PSI da empresa.
  • Realize treinamentos constantes com a equipe para informar sobre a importância da Segurança da Informação para toda a empresa.

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Por:

HSBS | Ópera |

Publicado em:

20/06/2022 |

Categorias:

Segurança |

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