Entenda o que significa cada uma dessas siglas e como elas podem otimizar o investimento da sua empresa em TI

Todo mundo já ouviu que é preciso inovar para crescer. Entretanto inovar, muitas vezes, requer investimento. E como investir com segurança em meio a uma pandemia que afeta não só a área da saúde, mas já ‘bagunçou’ a economia de diversos países, incluindo o Brasil? Para isso, é preciso conhecer bem os investimentos atuais da sua empresa.

Assim como a aquisição de equipamentos, maquinários, veículos etc., os equipamentos e soluções de tecnologia da informação que facilitam, apoiam e algumas vezes até viabilizam a inovação também podem ser adquiridos de forma estratégica para o negócio, com a adoção de modalidades diferentes de investimento chamadas de CAPEX e OPEX.

Imagino que você já deve ter ouvido estes termos ao participar de uma reunião com o departamento financeiro ou com algum diretor da sua empresa, por exemplo.

Aqui, explicaremos esses conceitos e mostrar um exemplo deles aplicados ao mundo do TI, mais especificamente a adoção de uma plataforma em nuvem, e como eles podem impactar no negócio ao gerar economia e uma gestão mais inteligente.

Qual a diferença entre CAPEX e OPEX?

CAPEX E OPEX são siglas utilizadas para falar sobre modelos de investimentos para contratação de produtos ou aquisição de serviços que são essencialmente diferentes entre si.

Enquanto o CAPEX está relacionado a compra de um bem, o OPEX funciona como um “aluguel” de bens e prestação de serviços.

Vamos entender melhor cada um deles?

O que é CAPEX?

O capital expenditure, ou despesas de capital, trata dos investimentos em bens de capital, como o próprio nome sugere. Ou seja, ele envolve os custos relacionados a compra de produtos que visam a melhoria de um produto, serviço ou da empresa sem si, pode ser a compra de um veículo para transporte de produtos, por exemplo.

O CAPEX é um investimento aplicado nas operações da empresa. Ele impacta diretamente no valor de mercado de uma organização, já que nesse modelo de investimento a organização se torna a proprietária do equipamento; e a quantidade de ativos da empresa impacta diretamente no seu valor de mercado.

O lado negativo fica por conta do custo de compra, já que o investimento de compra de um produto ou equipamento geralmente requer um investimento imediato expressivo, o que pode descapitalizar a empresa.

Para exemplificar, imagine que que você queira ter o seu filme preferido para assistir todos os dias em casa, na hora que quiser. Lembra que antigamente você precisaria comprar a fita VHS ou o DVD para ter ele na sua casa a qualquer hora, correto? Esta compra seria um CAPEX. No entanto, atualmente você pode ter seu filme preferido sempre à mão através de uma plataforma de streaming, digamos que a Netflix. A sua assinatura da Netflix seria um investimento OPEX.

O que nos leva ao próximo ponto desse conteúdo:

O que é OPEX?

O operational expenditure trata sobre as despesas operacionais, que são pagamentos relativos aos custos necessários para a manutenção da atividade da empresa. São desembolsos realizados cotidianamente como energia, água, contrato de aluguel, salários ou contratação da assessoria de um escritório jurídico.

A primeira vantagem do OPEX é a manutenção do valor em caixa, sem a necessidade de descapitalização. No OPEX não há necessidade de desembolsar uma grande quantia de uma única vez para compra de um determinado equipamento, fazendo com que o valor poupado possa ser usado para outra finalidade.

Outro benefício do OPEX é sua vantagem tributária, já que suas despesas são dedutíveis de impostos no mesmo ano. Para empresas de lucro real, este benefício pode chegar a 35% do valor pago pelo serviço como OPEX. Por exemplo, se a empresa paga uma mensalidade de uma despesa OPEX de R$ 1.000, imagine que o ganho tributário pode chegar a R$ 350 de redução de imposto de renda a ser pago.

Como desvantagem, há o fato de que alguns contratos nessa modalidade são a longo prazo, o que exige um maior planejamento da empresa contratante. Mas essa, claro, não é uma regra. Como no exemplo citado acima, de um serviço de assinatura, que você paga apenas pelo período em que utiliza o serviço.

Além disso, a depender do equipamento, é possível pensar que o valor do aluguel de um equipamento pode, a longo prazo, ser superior ao que seria seu valor de compra, mas esse ponto é facilmente combatido com o fato de que você não fica com o ônus de depreciação (no fim do contrato do aluguel você pode fazer a troca do equipamento).

Um resumo para você guardar

Para te ajudar a fixar os dois conceitos, guarde esse resumo para consultas:

CAPEX e OPEX em TI
Abordando o tema no contexto do Cloud Computing

Como falamos, vamos trazer a aplicação desses conceitos voltados para a TI. Então, para apoiar no raciocínio e ajudar a encontrar a resposta para esta pergunta, vamos trazer um exemplo prático: a “Pizzaria X” está diante da necessidade de investir em armazenamento de dados. Qual o melhor modelo de investimento para ela?

Se a escolha for apostar em armazenamento local, leve em consideração que isso passa pelo processo de comprar servidores e outros equipamentos, contratar mão de obra para a montagem e configuração do equipamento, preparação do ambiente para armazenamento dos equipamentos, entre outros.

Todos esses investimentos em CAPEX exigiriam um grande desembolso imediato para a empresa. Além disso, ela perde com a depreciação do equipamento.

Se a escolha for o armazenamento em nuvem, a empresa praticamente zera os custos com a operação, como ar-condicionado, energia, compra de equipamentos, licenças e renovações, treinamentos, etc, e só precisa se preocupar com a despesa mensal do que ela utilizar ou contratar.

Para além do valor financeiro, pense também em estratégia de negócio e escalabilidade:

Imagine que a “Pizzaria X” vai lançar uma super promoção no dia da Pizza. Se ela optou pelo armazenamento local, será necessário a compra de novos equipamentos para suportar o grande número de pedidos de pizzas no seu site no dia da promoção; equipamentos que provavelmente ficarão ociosos posteriormente.

No entanto, se ela optou por armazenamento em nuvem, basta escalonar a sua plataforma em nuvem para suportar essa demanda e depois voltar para a estrutura que suporta as suas atividades diárias. A elasticidade da Nuvem permite que isso seja feito facilmente. Tudo isso no formato OPEX, em que você paga apenas pelo que usar (ou contratar) a cada mês, ou seja, sem um grande custo inicial.

E então CAPEX ou OPEX?

Bem, essa resposta depende de como está o caixa e a saúde financeira da sua empresa.

Mas, se você leu atentamente este texto, imagino que você já saiba qual modelo adotar quando falamos de serviços de TI e computação em nuvem.

Particularmente para contratação de serviços de TI, há alguns pontos que precisam ser levados em consideração para a escolha por OPEX:

  • Benefícios Tecnológicos
    • Atualização tecnológica constante e planejada sem custos adicionais para aquisição de novas versões;
    • Facilidade na distribuição dos recursos por centro de custo.
  • Benefícios Financeiros
    • Reduz o custo total de propriedade (TCO);
    • Gerenciamento mais eficiente do fluxo de caixa e orçamento;
    • Mantém os balanços livres de financiamento melhorando indicadores financeiros;
    • Eliminar perdas contáveis no final de vida útil dos equipamentos;
    • As parcelas podem ser 100% dedutíveis como despesa operacional (verificar classificação contábil)

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