Texto: Antônio Carlos Barros

A Pesquisa de Software Global da BSA (Business Software Aliance), realizada em parceria com a IDC, de junho de 2018, têm como foco principal a questão de segurança relacionada ao software não licenciado.

O uso de software é hoje ubíquo, isto significa que ele está em toda a parte, onipresente, e estamos utilizando quase sem perceber e sem termos a consciência que o estamos utilizando. Este software que utilizamos em todos os computadores, se tornou essencial em quase todos os postos de trabalho e é o instrumento que utilizamos para realizarmos a nossa tarefa, daí a palavra ESSENCIAL.

Contudo, esta ubiquidade do software, com o acesso a internet de quase todos os computadores, traz algumas ameaças de segurança, e o relatório mostra que a relação das infecções de malwares está diretamente ligada ao uso de software não licenciado, motivo pelo qual a governança da TI e os gestores das empresas, percebem o valor do software e cada vez mais implantam e aprimoram o gerenciamento dos ativos de software em suas empresas.

Quem já sofreu um ataque cibernético com êxito, sabe o custo que é para restabelecer a normalidade quando possível. Devido ao aumento da importância da informática, este custo de um ataque bem-sucedido também aumentou. A BSA estima que pode chegar a US$ 10.000,00 por computador infectado, assim qualquer esforço para evitar é mais que válido.

A conformidade com os softwares torna-se a cada dia mais vantajosa se considerarmos o declínio do custo dos softwares e o aumento do custo decorrente desta não conformidade. O Gerenciamento de Software tornou-se um fator econômico.

Porque o uso de software não licenciado aumenta o risco cibernético? A primeira premissa é que ninguém dá nada de graça, muito repetido nas empresas, “não existe almoço grátis!”. Logo, se um software é craqueado e pode rodar sem licença, alguma coisa por trás há. E em vários casos, pode ser um malware que um dia irá despertar e causar algum dano a sua máquina ou dados.

A segunda, e talvez mais importante é: “As atualizações de segurança “Patches de segurança”, são as maiores ferramentas dos desenvolvedores de Malwares! Parece até paradoxal, mas quando uma empresa lança um patch de segurança, ela informa que existia uma falha de segurança e como está corrigindo. Logo o desenvolvedor do mal, utiliza esta falha para criar seu aplicativo e utiliza naqueles que ainda não aplicaram a correção.

O relatório cita que “As organizações agora enfrentam uma chance de quase uma em três de encontrar Malware quando obtêm ou instalam software não licenciado”

O gráfico abaixo, mostra claramente a relação entre software não licenciado e o número de Malwares encontrados.

Assim o primeiro passo a ser enfrentado é utilizar o SAM para saber como anda a sua empresa e a partir daí implementar um programa que garanta que todos os softwares utilizados em sua empresa são licenciados. O próprio relatório cita “Ao garantir que o software seja totalmente licenciado e otimizado para as necessidades da empresa, o SAM traz benefícios adicionais na forma de menor tempo de inatividade e redução de custos. O SAM também ajuda as empresas a garantir que estão obtendo o máximo de seus softwares, garantindo que o software que utilizado atenda melhor às suas necessidades de negócios e aproveitando as vantagens da nova tecnologia, incluindo, por exemplo, serviços em nuvem. Estudos mostram que as organizações podem ter até 30% de economia nos custos anuais com softwares ao implementarem um programa robusto de SAM.”


Fonte: PESQUISA GLOBAL DE SOFTWARE DA BSA – JUNHO DE 2018